Passarinhando no Perau de Janeiro

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Destino: Perau de Janeiro – localizado na divisa dos municípios de Arvorezinha e Soledade.

Por que vale a pena visitar: o local é de encher os olhos de alegria, de confortar a alma e o espírito com a tranquilidade e de fortalecer os pulmões com as trilhas, ar puro e banho de cachoeira. Em termos de avifauna, até o presente momento existem registros de aproximadamente 100 espécies de aves para o local.

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Figura 1: Vista frontal do Perau. Fotografia de Cleberton Bianchini.

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Figura 2: Vista frontal do Perau. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Destaques: as espécies de aves que merecem destaque neste local são a Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana), Phyllomyias virescens (piolhinho verdoso), Pionopsitta pileata (cuiú cuiú), Stephanophorus diadematus (sanhaço frade), Elaenia obscura (tucão), Cyanocorax caeruleus (gralha azul), entre outras espécies. Na saída do local também há registros do Xanthopsar flavus (veste amarela) e do Sporophila pileata (caboclinho branco). Além das espécies de aves, existe a ocorrência do Melanophryniscus admirabilis (sapinho admirável de barriga vermelha), que é endêmico do local sendo que maiores informações sobre a espécie podem ser obtidas neste site. Também não poderíamos deixar de mencionar da ocorrência no local da Trithrinax brasilliensis (palmeira leque, carandá, buriti, entre outros nomes) que encontra-se Criticamente em perigo de extinção, segundo o Decreto 52.109/2014 e de uma espécie de veado que, possivelmente seja o Mazama nana (veado bororó do sul ou veado mão curta), mas não podemos afirmar com certeza absoluta devendo prestar atenção. Tem duas espécies do gênero Mazama que estão ameaçadas de extinção no Estado, segundo o Decreto 51.797/2014.

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Figura 3: Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana). Fotografia de Cleberton Bianchini.

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Figura 4: Sporophila pileata (caboclinho branco). Fotografia de Cleberton Bianchini

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Figura 5: Bando de Xanthopsar flavus (veste amarela) ao lado da rodovia. Fotografia de Cleberton Bianchini

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Figura 6: Elaenia obscura (tucão). Foto de Cleberton Bianchini

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Figura 7: Pachyramphus polychopterus (caneleiro preto). Fotografia de Astor Gabriel

 

Nível de dificuldade: existem algumas trilhas no local, mas a mais conhecida e realizada é a trilha que leva até a cachoeira. Ela apresenta cerca de 2 km de extensão e passa por capoeiras e matas de galeria ao lado do Rio. Esta trilha não possui grandes subidas ou descidas, é fácil e não apresenta maiores dificuldades e exigência de esforço físico. Existe também, a trilha que leva ao topo do Perau. Esta trilha é mais complicada de se fazer, pois exige um certo nível de preparo físico e disposição para transpor o Rio e encarar cerca de 1 km morro acima, bem puxado em alguns pontos. Esta trilha apresenta uma parte de mata em regeneração, uma parte com mata mais fechada e outra parte com arbustos em meio a rochas, e ainda, no topo tem-se as lavouras de culturas anuais (geralmente soja). Esta trilha é difícil e exige bastante preparo físico para a subida com um desnível de mais de 200 metros.

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Figura 8: Vista geral do local. Fonte: Imagens do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini

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Figura 9: Vista da cachoeira. Fotografia de Cleberton Bianchini.

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Figura 10: Vista geral do topo do perau, no sentido sul. Fotografia de Cleberton Bianchini.

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Figura 11. Vista geral do topo do perau, no sentido norte. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Infraestrutura do local: o Perau de Janeiro possui 3 cabanas mobiliadas que podem ser alugadas e que acomodam 20 pessoas, também há a possibilidade de acampamento no local.

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Figura 12: Vista externa geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa.

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Figura 13: Vista interna geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa.

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Figura 14: Vista geral do quiosque central. Fotografia Graziela Civa.

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Figura 15: Vista geral da área de acampamento. Fotografia Graziela Civa.

Oportunidades fotográficas: alguns trechos com área aberta que apresentam boa luminosidade, tanto na trilha da cachoeira quanto na trilha do topo do perau. Algumas dificuldades de ouvir os cantos nos locais bem próximo ao rio, devido ao barulho das águas.

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Figura 16: Além das aves, também é possível encontrar outros animais. Fotografia de Cleberton Bianchini.

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Figura 17: Trithrinax brasilliensis próximo ao topo do Perau. Fotografia de Samuel Oliveira.

Como chegar: o Perau de Janeiro está localizado na Linha Torres Gonçalvez no município de Arvorezinha, estando distante cerca de 20 km da cidade. Após o terceiro trevo, sentido Arvorezinha/Soledade, deve-se andar 12 km e tornar a esquerda, seguir as placas e após 8 km estará no local.

Logística: o local recebe visitações somente nos finais de semana, e quando chove não ocorre abertura. O local possui cobrança de ingressos, no valor de R$ 5,00 por pessoa. O local oferece bebidas e está em implantação a disponibilidade de oferecimento de lanches em geral. Maiores informações devem ser tratadas diretamente com os proprietários.

Contato: o Perau de Janeiro possui uma página no facebook através deste link, ou contato direto com a filha dos administradores, Graziela Civa, através do fone (51) 99986-1404 ou e-mail [email protected]. Ou ainda, via Cleberton Bianchini que repassa contatos dos administrados.

Quando ir: há ocorrência de aves em todas as épocas do ano. No inverso é sempre bastante frio e com muita chuva e neblina, mas há possibilidade de observação de inúmeras espécies. No verão o local é bastante procurado para visitação na cachoeira. A melhor época é durante a primavera, nos meses de setembro, outubro e novembro, em que não há visitação aberta e que as espécies estão bastante ativas.

Lista de espécies: a lista de espécies registradas até o momento pode ser conferida aqui e maiores informações podem ser obtidas no relato da última saída de observação de aves, realizado pelo COA Vales.

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